O Céu de Ícaro

Porque o céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu

Dez filmes com aberturas inesquecíveis

Ah, como é bom assistir filmes, não é mesmo? Ainda mais quando o filme é bem feito, quando o diretor dá atenção a cada detalhe. Mas, dentre esses filmes geniais, existem alguns que se sobressaem. São aquele que conseguem fazê-lo arrepiar desde o primeiro segundo. Aqueles filmes que chamam a atenção logo na primeira cena, prendendo-o na cadeira a partir do momento em que o logotipo da produtora sai de cena.
Pensando nisso, eu e a Alexandra Del'Amore, do excelente blog Não moro em Paris criamos uma lista com as dez cenas iniciais mais memoráveis do cinema.

Veja e se arrepie também.

Cidadão Kane (Orson Welles - 1941)
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Um império em ruínas, o cenário é sombrio e inspira mistério. Um homem repousa em seu leito, moribundo. Num último suspiro, pronuncia apenas uma palavra: “Rosebud”. Começa assim toda a trama sobre a história de Charles Foster Kane e a investigação em torno do significado de seu epitáfio enigmático. Um clássico da História do Cinema.


Bonequinha de Luxo (Blake Edwards - 1961)
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Filme clássico com uma abertura não menos clássica, que já nos mostra a personalidade da protagonista: uma pobretona que sonha em ser rica.




Laranja Mecânica (Stanley Kubrick - 1971)
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A abertura, a princípio, é bastante singela. Apenas uma tela vermelha envolta por uma trilha sonora bem impactante exibe os créditos iniciais do filme. Mas eis que a cena corta para o olhar maligno de Alex Delarge, encarando o espectador com uma expressão lunática ao lado de seus drugies. O afastar da câmera revela o cenário bastante excêntrico de uma leiteria ornada por uma mobília em forma de mulheres nuas. Surreal, incrível, sensacional... Horrorshow!


Apocalypse Now (Francis Ford Coppola - 1979)
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Uma floresta vietnamita é incendiada por uma bomba de napalm. Helicópteros sobrevoam o local, intensificando o ataque. A imagem do Capitão Willard com uma expressão cansada e depressiva é projetada sobre cena, dando um toque ainda mais carregado. O tema The End, do The Doors, intensifica a atmosfera pesada que será retratada nos próximos minutos. Um clássico!


O Rei Leão (Rob Minkoff / Roger Allers - 1994)
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Não há muito o que dizer sobre esse filme, só que essa abertura continua arrepiando mesmo depois de quase 20 anos.



Central do Brasil (Walter Salles - 1998)
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Partimos direto para o cenário que dá nome ao filme. O vai e vem da estação é o pano de fundo para as histórias que são contadas por anônimos que se dirigem até a pequena banca onde a personagem Dora, vivida por Fernanda Montenegro, presta um serviço bastante interessante: escrever cartas para aqueles que não sabem escrever. Os depoimentos são emocionantes. A trilha suave de Jaques Morelenbaum e Antonio Alves Pinto envolve a cena e arremata uma das aberturas mais lindas do Cinema Nacional.


O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (Jean-Pierre Jeunet - 2001)
clip_image014Uma pequena introdução à história de Amelie Poulain, desde a concepção até o nascimento, associado a acontecimentos aleatórios que, coincidentemente, também se passaram naquele mesmo instante. Em seguida, um pequeno cenário lúdico, com Amelie ainda menina, desfrutando de algumas brincadeiras simples que, certamente, também embalaram a infância de muita gente. A cena é envolvente. Por fim, a trilha sonora de Yann Tiersen deixa o ambiente ainda mais reconfortante. Lindo!


Cidade de Deus (Fernando Meirelles / Kátia Lund - 2002)
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O filme brasileiro que mais figura em listas estrangeiras não podia ficar de fora. A clássica cena de perseguição à galinha nos leva direto ao clímax do filme, com o protagonista no meio de um potencial fogo cruzado entre policiais e bandidos. Essa situação faz com que ele “veja a vida passar diante dos seus olhos”, que é quando começa a narrativa do filme em si.


O Senhor das Armas (Andrew Niccol - 2005)
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Um excelente filme com uma cena inicial impactante. A câmera que acompanha a bala durante todo o seu “ciclo de vida” nos mostra bem como a impessoalidade é presente no setor armamentista, onde funcionários ganham seu dinheiro honestamente trabalhando em uma fábrica nos EUA ou Europa para produzir balas que serão usadas em conflitos civis que matarão jovens na África.


Watchmen (Zack Snyder - 2009)
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Sei que tem muita gente que odeia esse filme, mas ninguém pode negar que a fotografia e a trilha sonora são sensacionais. Some tudo isso a uma cena inicial que consegue situá-lo no tempo e no universo da história com poucas palavras e uma ótima canção de Bob Dylan, e temos uma das melhores cenas iniciais já feitas.

Banda boa: Filarmônica de Pasárgada

É tão bom quando você está navegando na internet sem qualquer pretensão e então se depara com algo que alegra seu dia. Pois foi isso o que aconteceu quando, por acaso, descobri a banda Filarmônica de Pasárgada. 
Eu ia escrever uma resenha aqui sobre a banda, mas nada seria tão bom quanto quanto o texto que está no próprio site deles:

"A banda foi formada em 2008 por alunos do curso de música da USP com o objetivo de interpretar as canções de Marcelo Segreto. Este conseguiu ludibriar os seus colegas de faculdade dizendo que o grupo ficaria famoso e que todos ficariam ricos em no máximo dois anos. Tendo feito pacto de sangue, de cuspe e de outras coisas que não vêm ao caso, os integrantes não puderam mais abandonar o projeto. O grupo foi vencedor da 17ª edição do Programa Nascente da USP (2009), do I Festival da Canção da UNICAMP (2010), do 41º Festival Nacional da Canção - FENAC (2011) e do Grêimy Awards 2011 na categoria "Melhor Cdzinho Demo Latino". A banda também foi premiada em outros festivais da canção como FAMPOP, Prêmio Botucanto e Festival de MPB do Conservatório de Tatuí. Se você estiver na internet lendo este texto ridículo e quiser um release decente do grupo, por favor, clique em "produção" para fazer o download do release. Se você estiver lendo este texto no folder ou no banner de um show do grupo, prestes a assistir a apresentação, saiba que não deveriam ter copiado e colado este texto no material de divulgação. O grupo tem como integrantes: Fernando Henna (jardinagem), Ivan Ferreira (pagode), Marcelo Segreto (serviços de escritório), Migue Antar (receitas vegetarianas), Paula Mirhan (cafezinho), Renata Garcia (adestramento de tartarugas), Rubens de Oliveira (dança de salão) e Sérgio Abdalla (facebook). Atualmente, o grupo apresenta as canções de seu primeiro disco, O Hábito da Força, produzido por Alê Siqueira, com projeto gráfico de Guto Lacaz e lançamento pelo selo Coaxo do Sapo."

E, claro, para finalizar, segue o incrível clipe de "O Seu Tipo" 

A foto

O vento soprava não muito forte no calçadão de Copacabana, mas o suficiente para que ele tivesse que segurar a foto com firmeza para que ela não voasse. Aquela foto dela era uma das imagens mais lindas que ele já havia visto. Ele viajara o mundo, conhecera Petra, Bali, Malta, as Grandes Pirâmides, mas nada era tão sublime quanto aquela foto dela. Ah, aqueles cabelos ao vento, seu sorriso descontraído, seu vestido branco voando com leveza, seus olhos quase fechados, mas ainda assim podia-se ver o brilho resplandecente que saía daquelas jóias azuis. Os raios de sol refletidos em seus cabelos davam a Ela uma aura angelical.
Ela havia deixado a foto cair naquele mesmo calçadão, ele a encontrou, mas não a contou, decidiu mantê-la para si, para que aquela imagem o confortasse em dias ruins, dias esses que eram constantes. Bebidas já não eram suficientes para esconder a sua dor, mas a foto... ah, a foto... ela era o antídoto para todo o seu mal. Afogava-se nas ondas do cabelo dela, cegava-se com o brilho de seu sorriso e, apenas de pensar em sua voz, ficava surdo para o mundo, e para o mundo, tornava-se um inválido, mas para si, tornava-se completo.
Aquela foto tinha sobre ele um efeito hipnótico, entorpecente. Quando estava com ela, o mundo era mais claro, mais colorido, mais... Ela.
Como pode uma fotografia ter um efeito tão poderoso sobre alguém? Ele não sabia, e também não se importava, apenas queria ficar ali, admirando-a.
O vento soprou mais forte, a foto quase voou de sua mão, e então ele sentiu aquele perfume doce que já conhecia bem, um perfume suave que bagunçava seus sentidos, fazendo-o sair por alguns instantes de nosso plano físico e se transportar para um lugar que não sabia explicar bem onde ou como era, mas que era o melhor local onde já estivera. Sim, o vento, ciumento, tentou tirar-lhe a foto, mas como recompensa por sua traquinagem, trouxe o perfume dela. Quando o efeito anestesiante do perfume passou, todos os seus sentidos voltaram como um turbilhão sinestésico: sua língua jurava sentir o gosto dela, suas narinas tentaram capturar um pouco mais daquele perfume, seus ouvidos foram inundados pelo som de sua voz, ele se arrepiou e virou o rosto para vê-la. Sim, ela estava ali, em pessoa, não era mais uma imagem estática. Ele virou a foto e escondeu-a com a mão sobre a coxa.
Ela passou por ele com seu ar gracioso, parecia que estava sempre a caminhar sobre as nuvens. Sua presença foi suficiente para fazê-lo congelar no lugar, como se tivesse trocado de lugar com a foto; ele agora era uma imagem estática enquanto Ela... Ela deslizava no ar.
Ela passou, mas não notou sua presença, nunca notara.
Ah, se um dia ele tivesse coragem de se apresentar...

Máskara, o psicopata

Você se lembra do Máskara? Claro que se lembra. Todos adoramos o Máskara. Mas caso você tenha passados os últimos 20 anos passeando pela galáxia na TARDIS, vou fazer um pequeno resumo.
O Máskara é um filme de 1994 com efeitos especiais espetaculares estrelado por Jim Carrey. O filme conta a história de Stanley Ipkiss, um loser que está na pior, até que encontra uma máscara mágica antiga. Ao colocar a máscara, Ipkiss é possuído por um espirito baderneiro com poderes mágicos, o Máskara.




O Máskara [sessão da tarde mode: on] apronta altas confusões com uma turminha do barulho [sessão da tarde mode: off], se livrando da polícia e de bandidos usando poderes que parecem saídos de um desenho animado (mais tarde o filme também virou um desenho animado muito bom).

O que pouca gente sabe é que O Máskara foi baseado em uma HQ de mesmo nome. Bom, legal, você me diz, deve ser bem engraçado. De fato, é engraçado, mas com um tipo de humor um pouco diferente.




A história da revista começa bem parecida com o filme: Stanley Ipkiss é um loser que encontra uma máscara mágica antiga MAAAAS... a diferença é que o Stanley dos quadrinhos é um tremendo maluco que usa os poderes da máscara para criar armas e matar todos os que pisaram na bola com ele.

Você se lembra daquela cena do filme onde o Máskara faz uma metralhadora com uma bexiga?

Se não lembra, dê o play aí.



Bem, essa parte do filme foi inspirada na revista, mas ao invés de atirar na parede, nosso amigo resolve tomar uma abordagem mais direta.



E como se não bastasse, ele ainda mata sua antiga professora na frente da classe.


Bem, minha missão de destruir sua infância está concluída. Voltarei qualquer dia para mostrar como as Tartarugas Ninja eram violentas e sanguinárias (sério).

Filmes e séries em desenhos

Um belo dia, o ilustrador Justin White decidiu reproduzir cenas de filmes e séries famosas em forma de desenho. O resultado é essa beleza aí.

Quantos filmes você consegue identificar?